domingo, 18 de abril de 2010

Queixo duro

O termo “queixo duro” é utilizado para cavalos que não obedecem ao comando do cavaleiro – esse termo também é utilizado pelas pessoas mais antigas, principalmente os mineiros como o meu querido pai, para denominar pessoas respondonas que não respeitam hierarquias e não perdem a oportunidade de arrumar uma confusão ou contestar ordens e principalmente em não obedecê-las.

Para ilustrar esse texto, vou contar uma história que ocorreu na empresa em que eu trabalhava - tínhamos um funcionário no setor de produção muito difícil de lidar - o camarada não era só grosseiro, era irônico também e ficou insuportável quando foi eleito representante dos empregados junto ao sindicato. O sujeito se sentia tão seguro da sua situação que foi apelidado pelos empregados de “Pé de boi”, aquele que agüenta tudo, simples, porém que resolve problemas de qualquer ordem.

O pior é que o Pé de boi se achava o tal, posava de defensor dos funcionários e muitas vezes ele chegava a desafiar a empresa. Nessa época eu trabalhava como Encarregado do Departamento Pessoal e nas reuniões dava para perceber o clima de tensão no ar, principalmente na época do reajuste anual de salário – a primeira e única greve da história da empresa foi capitaneada pelo Pé de boi. Era incrível a maneira como os Chefes de Setor se dirigiam ao sujeito, demonstrando mais respeito do que ele próprio merecia.

Ser eleito membro da CIPA ou comissões especiais que representam os empregados e que dão garantias estáveis no emprego não é passaporte para fazer o que quiser na empresa como muitos imaginam, pois o objetivo do representante, seja ele da CIPA ou junto a sindicatos, é fazer a ponte entre as partes interessadas.

Dê poder a uma pessoa e você saberá realmente quem ela é – há pessoas que não têm a menor condição de administrar a "força moral" que possuem, é como uma criança que quando recebe um doce e logo se lambuza toda. Muitos possuem o poder, mas não sabe o que fazer com ele ou até sabem, porém abusam da autoridade que receberam. Não foi difícil de perceber que o Pé de boi estava cavando a própria cova dentro da empresa – na primeira oportunidade foi demitido e nunca mais se ouviu falar dele.

É difícil de lidar com o queixo duro - é preciso utilizar de muito tato, o que não significa permitir que a pessoa que se comporte dessa forma tome as rédeas de qualquer situação, esquecendo-se da hierarquia que existe dentro de uma empresa a qual precisa ser respeitada.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Planeta nervoso

Nosso planeta anda muito sensível e ultimamente tem mostrado isso na forma de uma enormidade de catástrofes naturais. Esses eventos também ocorreram com regularidade no passado e até com mais intensidade, fato facilmente comprovado por registros geológicos. Hoje com a internet os acontecimentos são noticiados em tempo real e qualquer tragédia ganha o mundo rapidamente - em poucos segundos os fatos ocorridos em qualquer parte do globo são amplamente divulgados e explorados a exaustão, por isso dá-se a impressão de que alguma coisa muito grave ainda está por vir e que esses acontecimentos simultâneos podem ser o prenúncio do fim dos tempos.

Muitos terremotos com diferença de semanas entre um e outro têm causado mortes e prejuízos e mobilizado a comunidade internacional em torno dessas tragédias – o tremor de terra no Haiti foi o ponto de partida recente de uma sequência impressionante de terremotos em diversas partes do mundo, onde centenas de milhares de vítimas, principalmente no terceiro mundo, têm suas vidas e de seus familiares ceifadas de maneira brutal. O terremoto não é o único vilão – chuvas, enchentes, furacões, deslizamentos de terra, erupção de vulcões, tempestades de neve, estiagem prolongada etc, também fazem parte de uma lista que parece não ter fim.

Nenhum país está livre da fúria do planeta – os entusiastas de plantão e aqueles que fazem parte da chamada teoria da conspiração aproveitam essas oportunidades para pregar o fim do mundo - "consequência do alinhamento dos planetas", eles dizem, mas que não encontra respaldo científico para tais afirmações, inclusive recentemente a própria NASA desmentiu que haja algum evento apocalíptico para 2012.

O nosso planeta desde o seu surgimento passou por transformações violentas até se tornar um local propício para abrigar vida e isso remonta a bilhões de anos, portanto, o que nós estamos vivenciando hoje não é uma fração do que ocorreu na infância do planeta terra.

Especialistas não vêem nada de mais no que está ocorrendo e indicam um comportamento absolutamente normal do ponto de vista científico – embora pareçam assustadores, terremotos com magnitudes moderadas ocorrem regularmente e estão dentro da média anual, exceto o terremoto no Chile que foi mais forte e ocorre vez ou outra - os tremores recentes estão dentro do esperado pela Sismologia, portanto, nada de fim do mundo, pelo menos por enquanto.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ração humana

Um termo novo vem aparecendo com frequência na mídia, sobretudo na internet – trata-se da ração humana, termo estranho, mas que serve de alerta, principalmente para aquelas pessoas que são aficionadas com a saúde do corpo. Recentemente eu assisti uma reportagem preocupante na TV que acende uma luz vermelha sobre o uso indiscriminado de compostos nutricionais sem orientação médica.

Quando eu servi o exército e lá se vão alguns bons anos, o termo “ração” era muito utilizado, mas ao contrário dessa ração humana que está na moda, a nossa era um composto nutricional enlatado, riquíssimo em gordura, não muito diferente dos alimentos do gênero encontrados em prateleiras de supermercado, apenas era preparado e conservado com o timbre das forças armadas para que fosse utilizado em campanhas - como complemento tinha umas pastilhas com sabor muito semelhantes aos produtos que costumeiramente nós consumimos como sobremesa após as refeições, como por exemplo, o doce de abóbora.

No caso da ração humana que a mídia vem divulgando, é um preparado com vários grãos com alto teor nutritivo e que promete além da alimentação complementar, o emagrecimento, no entanto, a ração humana que está sendo oferecida em receitas e porções variadas através da internet, pode ser prejudicial à saúde. Segundo nutricionistas, esses grãos perdem o seu valor nutricional e oxidam quando moídos e não consumidos imediatamente ou embalados e conservados de forma inadequada – isso faz com que o alimento se transforme em radicais livres dentro do organismo, podendo inclusive progredir para doenças degenerativas no futuro.

Esse alerta não quer dizer que a ração humana seja um problema, ao contrário, se for preparada e conservada adequadamente é uma grande aliada na prevenção de várias doenças, dentre elas o câncer. Muitos grãos que compõem a ração humana são os mesmos indicados por nutricionistas para aqueles que desejam uma vida saudável, como: Aveia, trigo, soja, gergelim, linhaça, etc...

Cuidar da saúde é assunto para profissional, portanto, ao invés de sair por aí pegando qualquer receita ou comprando produtos já embalados, visite um médico, converse com um nutricionista e procure saber a forma segura e a porção indicada para o seu caso.

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terça-feira, 16 de março de 2010

Qual é o seu jeito?

Eu sou metódico, gosto das coisas certinhas e fico tremendamente satisfeito quando todos executam as tarefas do mesmo jeito e dedicação com que eu me empenho. Eu gosto de chegar na hora certa, não atraso para os meus compromissos e procuro cumprir com todas as minhas obrigações. Será que o meu jeito é o mais correto? Talvez não, já que para muitos, as pessoas que agem assim são tachadas de chatas. O meu jeito pode ser o menos prejudicial para a sociedade, mas com certeza não agradará a todos, porque cada um leva a vida a sua maneira.

O jeito é algo que cada pessoa lida da forma como se sente mais segura e a faz feliz. Diferentemente do que acontece conosco onde controlamos as nossas emoções, com os outros há um mundo particular que é controlado por elas e somente a elas compete qualquer alteração mais radical no seu modo de vida, portanto, querer mudar o comportamento dos outros é invadir um espaço privado onde não temos o direito de acesso, nem tão pouco de implementar mudanças.

Muitas vezes há no nosso trabalho idéias e posições diferentes que acabam em discussões desnecessárias. Temos o péssimo hábito de confundir posição por imposição, palavras totalmente opostas, mas que acabamos por considerá-las sinônimas, e que na realidade não são. Enquanto a primeira tem a ver com atitude, a segunda nada mais é do que uma determinação, que dependendo do contexto em que for empregada, pode até soar como arrogância. Por isso devemos refletir sobre a enorme diferença que há entre as pessoas e saber tolerar o ponto de vista de cada uma delas, muito embora não devamos concordar com tudo e nem com todos.

Todos nós em algum momento já ouvimos falar que: “Nós devemos saber impor”, frase que eu acho totalmente inadequada, até porque ao impor, nós deixamos de debater e quando abandonamos o debate, criamos um hiato que distancia o direito de falar do dever de ouvir. Bater o martelo, dar a última palavra, deve sempre vir precedido de opiniões. Saber escutar é um ato de respeito para com o colega de trabalho, amigo ou familiar, ato que muitas vezes não estamos dispostos a tê-lo.

Eu cheguei a conclusão que é muito melhor tentar entender o mundo como ele é, do que tentar confrontá-lo. Querer criar um mundo a nossa imagem e semelhança é humanamente impossível devido às diferenças de cada indivíduo. Compreender e tentar aceitar o mundo tal como ele é não significa concordar com tudo o que acontece de errado, mas aceitar que há pessoas que pensam diferente de nós e que não farão as mesmas coisas, do mesmo modo, no mesmo tempo e com a mesma qualidade que julgamos ser a mais correta.

As pessoas possuem gostos, jeitos e manias que divergem e quase sempre contrapõem aos nossos, podendo inclusive nos aborrecer. Saber entender, respeitar e principalmente aceitar essas diferenças, é mais do que generosidade, é um gesto de amor àqueles que pensam diferente. Pela grande diversidade de comportamentos e pensamentos, cada indivíduo acaba interagindo com o meio onde vive à sua maneira e com certeza será diferente de nós, mesmo que tenhamos alguns pontos em comum, esse é o preço que pagamos nos relacionamentos interpessoais. Se o fim justifica os meios, não interessa se você pegou o atalho da direita ou da esquerda, o importante é chegar. Existe o nosso mundo, o mundo dos outros e o mundo comum onde todos nós de uma maneira ou de outra temos que conviver, apesar das diferenças.

No mundo há muitos jeitos, qual é o seu?

Aquecimento global

O planeta terra é um grande organismo vivo e se pudéssemos fazer uma analogia das ações negativas causadas pelo homem ao meio ambiente, podemos tranquilamente utilizar a idéia de um vírus atacando o nosso corpo. O ser humano faz o papel desse vírus, pois cada ação negativa que fazemos contra o planeta vai minando a saúde desse organismo.

Os seres humanos convivem com diversos vírus e bactérias durante toda a sua vida. Alguns desses agentes causam apenas alguns desconfortos ao organismo, mas há outros potencialmente perigosos que minam a nossa resistência podendo levar o indivíduo à morte. Nós não podemos enxergar o que ocorre internamente, apenas sentimos, porém quando o nosso sistema imunológico é atacado, acontece uma reação das defesas naturais do organismo que travam uma luta voraz contra esses microorganismos para debelar os ataques e restabelecer a saúde do corpo.

Quando as defesas dos seres humanos estão debilitadas e não são capazes de combater o mal causado por vírus e bactérias, o organismo se manifesta e um dos sintomas é o aumento da temperatura do corpo causando desconforto e muitas vezes nos deixando acamados. Os vírus sofrem mutações e tentam enganar o sistema de defesa do nosso organismo só para poder sobreviver mais alguns dias ou horas e acabam morrendo conosco quando conseguem pôr fim às nossas vidas.

O homem também é capaz de mudar e esse processo de mudança é constante e reflete através do desenvolvimento econômico, social, cultural, político e tecnológico - quando há abuso nessas mudanças e passamos a agredir o meio ambiente indiscriminadamente para manter o nosso modo de vida, podemos ser comparados aos mesmos vírus mutantes que utilizam o seu desenvolvimento para atacar o nosso corpo.

Muitas ações dos seres humanos causam apenas pequenos desconfortos, mas existem outras que são devastadoras fazendo com que as defesas naturais do planeta atuem para reparar o mal causado, no entanto, essa reparação é lenta e não consegue consertar os estragos na mesma rapidez com que eles acontecem.

É quase impossível viver no planeta sem agredi-lo de alguma forma e fazemos isso todos os dias quando jogamos lixo em qualquer lugar, gastamos energia além do necessário, consumimos mais água do que realmente precisamos, enfim, se não formos definitivamente conscientes, contribuiremos para a morte lenta do nosso planeta e se o planeta morrer, morreremos juntos. Alguns afortunados poderão sobrevier a essa catástrofe e quem sabe até se transferir para outros planetas para continuar as suas vidas, da mesma forma que acontece com os vírus quando conseguem se transferir para um novo hospedeiro.

Hoje, um dos temas mais recorrentes é o aumento da temperatura global pelas ações dos gases do efeito estufa, caso de preocupação de todos os governos mundiais, bem como ONGs que defendem o meio ambiente. Os efeitos negativos do aquecimento global já podem ser notados pelo derretimento das calotas polares, aumento dos desertos, diminuição da diversidade de espécies animal e vegetal, aumento ou diminuição dos ciclos chuvosos e a possibilidade do desaparecimento de alguns países que estão localizados em ilhotas espalhadas pelos oceanos.

Para muitos o aquecimento global é uma fábula e não passa de embuste, inclusive é contestado por cientistas que são contrários a essa idéia, mas o fato é que ciclicamente ou não, há uma mudança em curso e não sabemos exatamente o que vem pela frente, até porque, a civilização nunca foi testemunha ocular de algum evento similar.

Nós sabemos através do oxigênio aprisionado há milhares de anos nas calotas polares e no estudo de sedimentos que foram encontrados em diversos locais, que a terra passou por mudanças como aquecimento e resfriamento - isso é natural e acontece de tempos em tempos, só que dessa vez a ação do homem está interferindo e acelerando processos naturais que levariam milhares de anos para acontecer.

Desde a Eco92 no Rio de Janeiro, muitas cúpulas climáticas vêm se revezando na tarefa de encontrar uma saída para frear esse processo, porém cada vez que alguma discussão é levada a termo, o tema desenvolvimento é colocado como entrave para que os países mais poluidores assumam suas responsabilidades.

A COP15 em Copenhague na Dinamarca onde mais uma vez vários líderes mundiais tentarão chegar a um acordo pode empurrar essa decisão tão importante para o futuro ou resolver de vez essa questão. Dois pontos polêmicos e que mais causam desavenças são as metas que os países terão que cumprir para a diminuição dos gases que contribuem para o aquecimento global e a criação de um fundo financiado pelos países ricos para ajudar os países pobres a diminuir suas emissões. O documento final que vai sair dessa conferência climática pode ser um fracasso ou quem sabe algo positivo, vai depender muito dos países envolvidos.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

O alcoolismo no trabalho

Há muito tempo o alcoolismo é considerado uma doença pela OMS – Organização Mundial da Saúde, além de ser um dos mais recorrentes e debatidos temas nas empresas, principalmente em palestras na SIPAT - Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

A empresa tem que ter sensibilidade com os funcionários que passam por esta situação, não podendo fechar os olhos e nem tentar se livrar do problema com atitudes drásticas como a demissão, por exemplo. A demissão, aliás, deve ser o último recurso a ser adotado pela empresa em casos de funcionários alcoólatras. A solidariedade e o tratamento são as alternativas mais justas e humanas para as pessoas que buscam através do álcool a fuga para os seus problemas e frustrações do dia-a-dia.

O alcoolismo afeta o convívio social, a família, o rendimento no trabalho, além de acometer o indivíduo á diversos problemas de saúde. Mais do que uma doença física, o alcoolismo é um verdadeiro massacre ao indivíduo, que passa a ser segregado, ocasionando a esta pessoa um profundo sentimento de culpa, dificultando a sua saída do vício. A compreensão e a ajuda familiar são fundamentais no tratamento do alcoólatra que deve aceitar a sua condição de doente para que o tratamento surta efeito.

A melhor forma de abordar o assunto na empresa é através das palestras periódicas, ministradas por profissionais experientes no tratamento do alcoolismo. Quando o problema do alcoolismo é identificado na empresa, a abordagem deve ser cuidadosa, sem humilhações e principalmente com muito respeito ao funcionário. Termos pejorativos relacionados aos alcoólatras devem ser veementemente combatidos por se tratar de assédio moral que prejudica e leva o alcoólatra a uma condição de extremo sofrimento e baixa auto-estima.

O indivíduo alcoólatra não aceita a condição de doente negando inclusive o problema com o vício, daí a necessidade do envolvimento familiar. Uma conversa franca e honesta, conduzida pelo psicólogo(a) da empresa ajudam na compreensão. O remanejamento temporário de funções perigosas ou que causem riscos à vida de terceiros é necessária até que o funcionário esteja apto a exercer suas tarefas habituais.

Para as empresas de transportes a atenção com alcoolismo é ainda maior, pois motoristas doentes trafegam pelas estradas sobre o efeito do álcool causando inúmeros acidentes. A lei 11.705 conhecida como a “lei seca” apesar de muitas contestações, é um instrumento legítimo que o Estado dispõe para responsabilizar motoristas que insistem em beber antes de dirigir.

O alcoolismo é tão grave que às vezes toda a família deve ser tratada, tamanho o estrago ocorrido no relacionamento e conflitos familiares devido aos longos períodos da permanência do indivíduo no vício.

Os alcoólatras não necessitam de pena e sim da nossa compreensão e solidariedade. O problema existe e não deve ser ignorado, o doente precisa ser tratado para o bem de todos, família, empresa e principalmente o alcoólatra.

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